A Mecânica dos Juros Compostos e a Fiscalidade
Investir a longo prazo em Portugal requer duas abordagens distintas: a matemática pura do mercado e a engenharia fiscal para reter os ganhos gerados. Historicamente, os investidores confiam nas corretoras que reduzem as comissões a zero (como as low-cost) e fogem das entidades tradicionais bancárias devido às altas taxas de gestão de 1,5% a 2% ao ano (TER). A longo prazo, um TER elevado corrói de forma irreversível os rendimentos futuros.
O Benefício Fiscal dos PPRs (Planos Poupança Reforma)
Ao abrigo do artigo 21º do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF), um fundo PPR permite aos investidores abaterem no seu IRS até 400€ anuais, se cumprirem as condições legais. No entanto, o verdadeiro poder está à saída: a tributação cai de 28% para uns meros 8% de imposto retido se o levantamento respeitar o tempo legal de 5 anos associados aos critérios exigidos de reforma, pagamento de casa própria (CH) permanente ou outros previstos na lei. Por oposição, sem condições, o levantamento após os 8 anos continuará com um imposto atrativo de 8,6%.