Guia Oficial: Como Funcionam as Tarifas de Acesso às Redes (TAR) em Portugal

Independentemente de comprar a sua eletricidade à EDP Comercial, Endesa, Iberdrola ou Goldenergy, há um custo que nunca desaparece: as Tarifas de Acesso às Redes (TAR). Estas tarifas são impostas pelo Estado através da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) para pagar a infraestrutura que leva a energia desde as centrais elétricas (barragens, parques eólicos, termoelétricas) até à sua casa.

Estrutura do Custo: Fixo e Variável

As TAR não são um imposto escondido, mas sim o "aluguer" dos cabos e contadores (geridos pela E-REDES no caso da eletricidade). O valor que a ERSE define divide-se em duas parcelas que o seu comercializador tem de cobrar na fatura (e depois entregar ao Estado):

  • Fixo (Potência Contratada): Um custo pago ao dia consoante a potência que escolheu. Quanto mais kVA tiver, mais alta é a tarifa fixa de acesso, pois obriga a rede a reservar mais capacidade para si.
  • Variável (Energia Consumida): Um custo cobrado por cada kWh que gasta. Se consumir zero energia num mês, não pagará esta componente.

Porquê o Foco na ERSE?

A importância das diretivas anuais da ERSE reside no facto de afetarem o preço final de todos os consumidores em Portugal Continental simultaneamente. Quando as TAR aumentam (para compensar investimentos na rede ou desvios de mercado), o seu fornecedor atualiza o seu preço. Consultar a nossa tabela de Tarifas ERSE permite-lhe decifrar exatamente qual a margem de lucro do seu comercializador.